Um novo escritório onde se ouve o eléctrico a passar, as gaivotas que saem do mar, onde o peixe vem fresco do Mercado da Ribeira e as ideias correm junto ao Tejo com a ajuda de Santos (o velho).
Não foi em Madison Avenue, mas foi na Avenida da Liberdade 159.
O Espaço Pop Up ofereceu uma palestra única (para admiradores de Bill Berbach como eu) convidando Bob Kuperman a explicar como se faziam anúncios, na época dos “Madmen” e como a agência dele revolucionou o conceito de fazer publicidade. Estes senhores inventaram a “dupla” como a conhecemos hoje, inventaram o conceito criativo em troca da “repetição” infernal do nome da marca (como alguns clientes ainda pedem para fazer), estes senhores fizeram (inveja!) a campanha de lançamento do VW Bettle nos USA ainda hoje um exemplo de ideia, simplicidade e impacto.
Obrigado ao Espaço POP UP e Obrigado Bob por insights tão bons como: “todas as gerações dizem que a anterior foi a “golden age” daquilo que fazem, criem a vossa, para que a seguinte diga o mesmo de vocês”.
A 9 assistiu ontem à Beta Talk organizada pela Beta-i por ocasião do Sandbox Global Summit a decorrer em Lisboa este ano.
2 empreendedores com percursos ultra-interessantes falaram de ideias inovadoras e no apoio que podem dar a “start-ups” ou casos de necessidade social. Antoine Verdon, co-fundador da Sandbox e director-geral da Global Events, e Sebastian Lindstrom, co-fundador da ONG What Took You So Long Foundation.
De destacar :
- Os oradores estavam muito bem impressionados com Lisboa e seu dinamismo;
- A PTbluestation foi um local bem escolhido. A ideia das escadas fazerem de anfiteatro, deixando as escadas rolantes funcionar no meio com pessoas a passar em plena conferência, foi surpreendente;
- Os oradores e os seus projectos merecem ser visitados e revisitados;
- A ideia do leite de Camelo para locais onde não há água suficiente para vacas é excelente, já o sabor do leite (distribuído pela assistência para experimentar) não é lá grande coisa.
O que aprendi em 3 dias de Eurobest: versão resumida.
Ideias: continuam a ser a parte mais importante da nossa área.
Suportes: rendi-me ao poder do digital e ao social, vou pensar 360º em tudo o que vou fazer a partir de agora. Inventem as desculpas que quiserem, mas quem não se adaptar vai ficar fora. E a 9 vai ter muito para oferecer e surpreender nesta área.
Ídolos: Fui ver a apresentação da Wieden+Kennedy como uma adolescente que vai ver “30 Seconds to Mars”. Claro que ainda venero a filosofia (e principalmente os trabalhos), mas o “”pensamos fora do mercado” (mas estamos sempre onde o mercado está), “não ligamos muito a prémios” (mas inscrevemos tudo e depois temos as estatuetas na “casa-de-banho”) já está visto, não soa bem, não é 100% coerente com a atitude “fuck the Joneses”. Adorei, no entanto, os conselhos a “planners/accounts”: “não sejam os advogados do Diabo, mas antes os advogados dos Anjos.”
A reter: a apresentação da AQKA e como a inovação pode ser encarada de forma simples e inspiradora.
Menos Positivo: Os delegados Portugueses estavam mais interessados em comentar os picanços da Euro RSCG/Optimus, do que em discutir a evolução do mercado.
Mais positivo: Ter os melhores do mundo a 1km a pé aqui da agência, 3 dias de inspiração, muita aprendizagem. E as campanhas do Harvey Nichols.
Como agência de publicidade e design adoramos criar novas fórmulas e desafiar o consumidor com conceitos “disruptivos”.
Quando decidimos abrir o site e estar nas redes sociais, queríamos que estas plataformas servissem, acima de tudo, como locais de “brainstorming”.
Antes da Greve Geral de 24 de Novembro, perante uma troca de ideias aqui na agência e cientes que as greves afectam muito as marcas/serviços dos nossos clientes (logo, afectam-nos a nós), pensámos que o conceito de greve poderia evoluir no tempo, sem perder impacto e continuando a ser uma forma forte dos trabalhadores dizerem o que pensam.
A Carla, nossa Directora Financeira, vive no Barreiro e não conseguia vir trabalhar nesse dia, apesar dos assuntos urgentes que tinha de tratar. Os barcos, Metro e autocarros estavam parados. “Temos que começar a treinar o Triatlo” , ouviu ela de alguém que costuma viajar no mesmo barco, “correr, nadar e andar de bicicleta até ao trabalho.” E assim começou uma discussão.
Algumas das ideias de que falámos:
- A manifestação “Geração à Rasca” foi ao Sábado e pacífica. Atraiu pessoas de todos os quadrantes e captou imensa media “awarness”. Os seus efeitos políticos foram fortíssimos, sem afectar a produtividade das empresas.
- Vivemos num momento em que a produtividade nacional não deve ser afectada.
- Gostávamos de apelar a formas mais “criativas” de manifestação para espicaçar os portugueses: melhores “headlines” nos cartazes, melhor arte, acções com ideias que marcam sem recorrer à violência.
- Em resumo, mais eficácia na mensagem e objectivo de comunicação.
Assim, decidimos que, de uma forma totalmente apolítica, a 9 iria criar cartazes de rua desafiando as pessoas a pensar/repensar o conceito de greve. Testar reacções. E criar uma plataforma de Facebook onde a troca de ideias decorresse ao mesmo tempo da greve.
Em apenas 2 dias tivemos 2,316 utilizadores activos na nossa página FB a trocar ideias que vale a pena ler, pois é de ter ideias que nós vivemos. E essas (aqui) não fazem greve.
Os primeiros trabalhos da quadra começam a sair. E para quem nunca soube como é possível entregar todos os presente numa só noite, não percam o novo filme dos génios britânicos da Aardman (Wallace & Gromit) e da Sony Animation, Arthur Christmas.
Para promover a migração da esposição A Arte da Guerra do Museu do Caramulo para o CCB em Lisboa, desenvolvemos um pequeno filme com um amigo do Soldado Ryan.